top of page

A maior decisão da minha carreira: por que sair foi o primeiro passo para voltar diferente

  • Foto do escritor: Victória Becker
    Victória Becker
  • 9 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de mai. de 2025

Em 2021, tomei uma decisão que muita gente considerou “maluca”: saí do mundo corporativo e decidi dar um tempo pra cabeça. Deixei para trás uma carreira sólida, uma posição em uma empresa que é o sonho de muitas pessoas e uma profissão que, por muito tempo, foi a minha paixão.


Mas eu precisava fazer isso. Por mim.


Na época, não se tratava apenas de mudar de emprego. Eu precisava parar. Esvaziar. Respirar. Me escutar. Foi um período importante, onde mais do que estudar, me permiti viver e experimentar diversas técnicas e ferramentas — como meditação, atenção plena, escuta das emoções, yoga — que foram fundamentais nesse processo de transformação.

O sabático, que começou como um ano e virou quase dois, foi um período de bastidores. Rolou muito trabalho interno por aqui. Muita desconstrução. Precisei de um detox emocional. Deixar ir pra depois, com calma, começar a reconstruir.


E reconstruir, no meu caso, envolveu sonhar. O que eu queria pra minha vida daqui pra frente?


Foi aí que eu travei. A liberdade de ser quem a gente quiser pode ser maravilhosa, mas também pode ser assustadora. Me vi presa em sonhos, planos, ideias e projetos. Mesmo com clareza dos meus valores e do que quero pra minha vida e carreira, os medos, as inseguranças — e principalmente o perfeccionismo — me paralisaram.


Foi nesse espaço de silêncio e dúvida que os aprendizados começaram a emergir.

Aprendi, por exemplo, a lidar com o perfeccionismo. Ou, pelo menos, a não deixá-lo me paralisar. Comecei a me experimentar em coisas que eu jamais teria feito antes, como criar posts no Canva, estudar marketing digital e me mostrar presente nas redes sociais. Aprendi a respeitar meus ritmos, a entender que nem todo processo é linear, e que está tudo bem recomeçar mais de uma vez.


Também mergulhei em formações que me marcaram profundamente, como o Design de Conexões e o Masters of Learning Academy (MoL), que me mostraram que é possível fazer diferente também no mundo corporativo. Descobri que existia um movimento real de pessoas ressignificando as relações, os modos de aprender, trabalhar e liderar. Percebi que eu podia unir, sim, as minhas paixões: o mundo simbólico e o mundo corporativo. Talvez eu não precisasse mais escolher entre um ou outro.


Comecei a trabalhar com duas frentes que, à primeira vista, pareciam bem distintas: de um lado, a astrologia e as terapias integrativas, como o Reiki; de outro, a consultoria e a mentoria de carreira para pessoas e empresas. E mesmo que esses caminhos parecessem desconectados no início, hoje vejo que falam da mesma coisa: ajudar pessoas a se entenderem melhor e a fazerem escolhas com mais consciência e propósito.


Essa também não foi a minha primeira experiência empreendendo. Em 2018, já havia trilhado esse caminho e descoberto o quanto eu gosto de criar, experimentar, construir algo com autonomia. Mas dessa vez foi diferente, e mais desafiador. Na primeira vez, eu empreendi na minha própria área, o RH, onde já me sentia segura e confortável. Agora, estava me lançando em algo totalmente novo pra mim, fora da zona de conforto. Tive que aprender, testar, errar, me reinventar.


Hoje, voltei ao mundo corporativo, mas de outro lugar. Um lugar mais maduro, mais consciente e mais equilibrado. Levo comigo tudo o que aprendi nesse período: o valor da pausa, da escuta, da presença. E sigo construindo uma carreira que reflita quem eu sou de verdade, com espaço para a técnica, sim, mas também para a sensibilidade, a intuição e a coragem de ser inteira.


Comentários


bottom of page